Hélder Guimarães

Hélder Guimarães Nasceu no Porto, em 16 de Novembro de 1982.

Em 2004, tornou-se o primeiro português a ganhar o Prémio Ascanio, o mais prestigiado prémio nesta área em Espanha e, em Agosto de 2006, com apenas 23 anos, sagrou-se "Campeão Mundial de Magia com Cartas" em Estocolmo. Tornou-se assim o primeiro mágico português a entrar na lista de Campeões Mundiais de Magia.

Em 2012 integrou a lista de nomeados para o prémio Parlour Magician Of The Year 2011 da Academia de Artes Mágicas de Hollywood, entidade responsável pelo famoso e mítico Magic Castle de Hollywood. A votação dos membros da Academia atribuiu-lhe tal galardão.

Em 2013 voltou a integrar a lista de nomeados para o prémio Parlour Magician Of The Year da Academia de Artes Mágicas de Hollywood e, pelo segundo ano consecutivo, a votação dos membros da Academia distinguiu-o com tal galardão (referente ao ano 2012).

Helder Guimarães reparte a sua vida entre Los Angeles, onde vive e a percorrer o mundo a apresentar espectáculos, nomeadamente na Austrália, Japão, Coreia, Brasil, Argentina, Chile e vários países europeus.

Cronologia

2012 - Parlour Magician Of The Year (Academy of Magical Arts / Hollywood)[2]
2011 - Parlour Magician Of The Year (Academy of Magical Arts / Hollywood)
2006 - "Campeão Mundial de Magia com Cartas" nos Campeonatos Mundiais de Magia FISM (Estocolmo)
2006 - Galardoado com o "Troféu API" (Associação Portuguesa de Ilusionismo)
2004 - Prémio Ascanio (Madrid)
2002 - 2.º Prémio de "Magia com Cartas no Congresso Espanhol de Magia" (San Sebastian)
2001 - 3.º Prémio de "Magia com Cartas no Congresso Espanhol de Magia" (Granada)
1998 - Menção honorífica na categoria de "Magia com Cartas" no Congresso Espanhol de Magia (Málaga)
1997 - 1.º Prémio no concurso Inter-sócios do Clube Ilusionista Fenianos (Porto)
1995 - 1.º Prémio no concurso juvenil do Festival Estoril Mágico/Cascais 1995

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Henry Tony

A magia do Ilusionista profissional Henry Tony estava no auge quando se enredou, sem retorno, nas malhas da magia do Circo, neste caso, o Circo Mariano. Um Circo português com muita história e, talvez, o mais popular e conhecido Circo nos anos 60/70. Nascido, segundo registos pouco desenvolvidos, nos anos 20 do século passado, viria a ter nos finais dos anos 50 o ponto inicial mais pujante da sua vida, como empresa de companhias circenses para, nos anos 70, iniciar uma quebra de público e consequentemente receitas, agravada com o fim das deslocações às ex-Províncias Ultramarinas de Angola e Moçambique, o que terá levado o seu fundador Mariano Augusto Monteiro a propor a Henry Tony, então ilusionista de sucesso, a aquisição do alvará do Circo Mariano.
Mariano Augusto Monteiro ou simplesmente o sr. Mariano, iniciou-se na actividade circense como saltador e, aos poucos, foi organizando um grupo de artistas que lhe permitiu concretizar o sonho de “ter” um Circo – Circo Mariano.
Pelo Circo Mariano, refiro-me somente à Arte do Ilusionismo, passaram grandes nomes de então como Conde de Aguilar, D. Aguinaldo, Jolson ou o Prof. Karma e Bety ou, ainda, o ventríloquo José Feixo que, para nós, continua a ser a referência máxima da Ventriloquia, em Portugal, além de, naturalmente, Henry Tony.
As deslocações dos Circos ao ex-Ultramar, sobretudo a Angola e Moçambique, sempre subsidiadas pelo então Ministério do Ultramar e Defesa, tinham como contrapartida um determinado conjunto de espectáculos itinerantes, percorrendo várias cidades, no sentido de contactar e moralizar as Forças Armadas, ali em missão. Em Angola, o Circo Mariano montava regularmente a tenda num terreno junto ao cruzamento da Av. Comandante Valódia, com a Alameda Manuel Van-Dunem. Consumada a instalação da tenda e, antes da estreia, a cidade, neste caso Luanda, era invadida, por longas horas, com o “slogan” sonoro “O Circo desceu à cidade”.
Henry Tony, nascido em 1925 de seu nome António de São José Proença, inicia-se profissionalmente no Ilusionismo em 1944 no Circo Félix, como manipulador o que, face à anatomia das suas mãos, dedos curtos e mão sapudas, contrariava teoricamente o modelo imprescindível para ser manipulador. O certo é que Henry Tony não só contrariava essa teoria, como se afirmava um exímio manipulador evidenciando recursos ímpares e capacidades de dominar as mais exigentes técnicas da manipulação e elementos, fossem relógios, cartas, bolas velas ou, a título de exemplo, o exigente e “misterioso” truque, muito popular à época, “cigarro eléctrico”.
Na área da manipulação, Henry Tony, no Festival de Ilusionismo realizado pelo Clube Ilusionista Fenianos do Porto em 1960, com Ilusionistas profissionais e Amadores, alguns internacionais, venceu o 1º Prémio, merecendo ainda o 1º prémio em “Apresentação” .
O CIF distinguiria ainda, nesse Festival, Henry Tony com a insígnia de “Competência”.
Henry Tony viria a diversificar o seu acto de Ilusionista, introduzindo-lhe vários outros efeitos de Magia Geral e Grandes Ilusões, com destaque para o “Jardim de Hallah” efeito com que habitualmente terminava a sua intervenção nos espectáculos de Circo. Esta alteração mágica acontece após o seu casamento, em 1956, com a lindíssima Belita, destacada monociclista musical, que tinha conhecido dois anos antes no Circo Luftman. Henry Tony como Ilusionista profissional nunca deixou de privar com Associações mágicas, habitualmente dirigidas por Ilusionistas amadores, acrescente-se, ainda que nestes tempos, os Circos eram os palcos privilegiados do Ilusionista. Com o advento da Televisão a oferta empresarial tornou-se mais alargada e diversificada.
Por sua vez, Henry Tony, o empresário e proprietário do Circo Mariano, não deixou de fazer-se acompanhar, em muitas digressões, pelo seu fundador Mariano Augusto Monteiro que em cada sessão era respeitosamente anunciado e largamente aplaudido. Henry Tony faleceu a 31 de Dezembro de 1986. Este será o ano de “três décadas” de ausência de um grande Ilusionista e um dedicado empresário ao Circo “o maior espectáculo do Mundo”.

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Hortiny

José Carlos Gomes Pita
Gouveia-01.08.1948; Porto-03.02.1996
Foi para Angola com apenas 1 ano de idade, vivendo em Benguela, tendo-se iniciado como ilusionista aos 9 anos.
Em 1977, regressou para Portugal, tendo fixado residência em Coimbra, onde, em Setembro de 1979, fundou a sua casa de magia "Estúdio Mãos Mágicas".
Publicou várias obras literárias sobre o ilusionismo (Top Hat Magic, Outros Mágicos Rumos, Cocktail Mágico, etc),.
Em homenagem, a Câmara Municipal de Coimbra, por Acta nº 117 de 05.07.2004, inaugurou uma rua com o seu nome "Rua José Carlos Gomes Pita (Mágico Hortiny)".

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